Laura Fernández, cientista e ex-chefe de gabinete do presidente Rodrigo Chaves, foi eleita presidente da Costa Rica neste domingo, 1º, com 48,7% dos votos. A nova presidente, que representa o Partido Soberano do Povo (PPSO), de centro-direita, tomará posse em 8 de maio. A segurança foi a principal preocupação dos eleitores, e Fernández garantiu a continuidade do projeto político atual, que enfrenta desafios crescentes relacionados à criminalidade. Durante a eleição, 20 candidatos disputaram a presidência, mas a análise do Centro de Investigação e Estudos Políticos da Universidade de Costa Rica (Ciep) revelou que nenhum deles superou 10% das intenções de voto antes do pleito. O concorrente mais próximo de Fernández foi Álvaro Ramos, do Partido da Libertação Nacional (PLN), que obteve 33,18% dos votos. O aumento da violência na Costa Rica, com quatro em cada dez cidadãos considerando a criminalidade como o principal desafio do país, influenciou a eleição. Em 2025, a taxa de homicídios chegou a 16,7 por 100 mil habitantes, refletindo um aumento significativo em relação ao passado. Autoridades atribuem essa escalada à mudança nas rotas internacionais do tráfico, tornando o país um ponto estratégico para o armazenamento de cocaína. Fernández também busca apoio na Assembleia, onde 57 deputados tiveram seus cargos renovados, com o objetivo de reformar a Constituição e promover mudanças no Judiciário, que considera um obstáculo no combate ao crime organizado.
Fonte: Oeste









