Na quarta-feira, 18, as autoridades financeiras determinaram a liquidação extrajudicial do Banco Pleno e da Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, uma decisão que reflete a deterioração das condições financeiras do grupo, que detinha apenas 0,04% dos ativos do sistema bancário nacional, conforme informações do Banco Central (BC). Augusto Lima, empresário que controla o Banco Pleno desde 2025, também já foi CEO do Banco Master e possui um histórico de estreitas relações com figuras do governo, como o ministro Rui Costa (Casa Civil) e o senador Jaques Wagner (PT-BA). Lima ganhou destaque ao adquirir a rede de supermercados Cesta do Povo durante a privatização da Ebal, o que o levou a expandir o Credcesta, um cartão de benefícios para servidores públicos. Essa expansão, no entanto, levantou questões sobre a regularidade das operações, com documentos da CPMI do INSS indicando que houve transações sem a devida comunicação às autoridades. Além disso, Lima buscou consultoria jurídica com o ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski para o Banco Master e participou de reuniões com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A liquidação do Banco Pleno foi justificada pelo BC devido a compromissos financeiros e violações regulatórias. A Justiça já bloqueou os bens dos dirigentes e as investigações prosseguem, podendo resultar em sanções administrativas. O caso levanta preocupações sobre a relação entre o setor financeiro e a política no Brasil, especialmente em tempos de instabilidade econômica.
Fonte: Oeste










