O advogado Rodrigo Marcial lançou o livro ‘Dossiê Moraes: o que os autos não mostram e o sistema tentou apagar’, onde apresenta mais de 150 crimes de responsabilidade atribuídos ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. A obra, publicada pela editora Kankei, tem como base uma plataforma que recebeu mais de mil denúncias de cidadãos insatisfeitos com as decisões do ministro. Segundo Marcial, essas denúncias foram rigorosamente verificadas e coletadas, totalizando assinaturas de mais de 68 mil brasileiros. Ele afirma que o material fundamentou um pedido de impeachment que pode ser pautado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a qualquer momento.
O livro não se limita a uma abordagem técnica, mas busca conectar as decisões de Moraes a temas de literatura, cinema, Direito, filosofia e até às Sagradas Escrituras. Marcial faz um paralelo entre a prisão do humorista Fugazza, que foi penalizado por piadas, e o comediante Aristófanes, que era aplaudido por criticar o poder na Grécia Antiga. Essa comparação ilustra a vitalidade da sátira na democracia, algo que, segundo ele, está sendo ameaçado atualmente.
Além disso, o autor utiliza a narrativa do ‘Grande Inquisidor’, de Dostoiévski, para destacar o confronto entre o poder e os limites institucionais, apresentando Moraes como o inquisidor que questiona a Constituição. O objetivo do livro é informar a população sobre possíveis abusos na Suprema Corte e ressaltar a importância da liberdade de expressão. Marcial enfatiza que um livro é muito mais difícil de censurar do que um site ou rede social, reforçando a necessidade de defesa das liberdades individuais em um cenário de crescente opressão. O impacto do projeto já se faz sentir, com pessoas de diversas correntes políticas unindo-se em torno da crítica às ações do ministro, evidenciando que a defesa de direitos e garantias transcende divisões ideológicas.
Fonte: Oeste










