O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que comparecerá ao Chile na próxima semana para a posse de José Antonio Kast, o novo presidente do país, que representa a direita política. A cerimônia está marcada para a próxima quarta-feira, dia 11. Essa decisão de Lula demonstra uma tentativa de estabelecer uma relação pragmática com o novo líder chileno, que, desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet, é considerado o político mais à direita a governar o Chile.
Recentemente, em 27 de janeiro, Lula e Kast se encontraram no Panamá, onde participaram do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe. Durante a reunião, que durou mais de uma hora, os dois líderes trocaram ideias e até broches com as bandeiras do Brasil e do Chile. Kast aproveitou a oportunidade para convidar pessoalmente Lula para sua posse.
Os interesses entre Brasil e Chile incluem, entre outros, investimentos diretos do Chile no Brasil, o significativo fluxo de turistas brasileiros para o Chile e colaborações nas áreas de transporte aéreo e rotas bioceânicas. A expectativa é que a nova administração de Kast, que assume o governo em 11 de março, traga uma mudança significativa nas relações bilaterais, especialmente após os anos de governo do esquerdista Gabriel Boric, aliado de Lula.
Apesar da intenção de Lula de manter uma relação construtiva, há preocupações no Palácio do Planalto e no Itamaraty sobre a possibilidade de um clima semelhante ao de desconfiança que se estabeleceu entre Brasil e Argentina sob a liderança de Javier Milei. Lula já adotou uma estratégia semelhante em outras nações da América do Sul, como no Paraguai e no Uruguai, onde participou das posses de presidentes de direita. No entanto, ele não compareceu à posse do novo presidente da Bolívia, Rodrigo Paz, um evento que simboliza o fim da esquerda no país, alegando compromissos na cúpula da União Europeia com a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos na Colômbia.
Fonte: Oeste








