O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez um pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que ele entregasse brasileiros investigados por seus vínculos com o crime organizado que residem em Miami. Este pedido foi feito durante a cerimônia de lançamento do programa Brasil Contra o Crime Organizado, que envolve um investimento de R$ 11 bilhões em segurança pública. Embora Lula não tenha mencionado nomes específicos, ele fez referência ao empresário Ricardo Magro, proprietário do grupo Refit, considerado foragido pela Justiça brasileira e alvo de investigações da Polícia Federal por fraudes bilionárias no mercado de combustíveis. Recentemente, a PF cumpriu mandados de busca relacionados a Cláudio Castro, ex-governador do Rio, e a Magro, que vive em Miami desde a última década. Durante o evento, Lula discutiu a cooperação internacional no combate ao narcotráfico e às facções criminosas, enfatizando a importância de os Estados Unidos colaborarem na entrega de brasileiros envolvidos em atividades criminosas. Ele também criticou a percepção de que os problemas relacionados ao narcotráfico se restringem à América Latina, afirmando que os líderes do crime organizado estão infiltrados em várias esferas da elite econômica e institucional do Brasil. Além disso, Lula reiterou a necessidade de discutir com o Poder Judiciário a questão da soltura de criminosos logo após a prisão, uma vez que isso tem gerado queixas de governadores. Por fim, o presidente voltou a defender a recriação do Ministério da Segurança Pública, condicionando a proposta à aprovação da PEC da Segurança Pública no Senado, que se encontra parada desde março.
Fonte: Oeste



