O pastor Silas Malafaia denunciou ser alvo de “perseguição política” após ser processado no Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração ocorreu durante um culto no último domingo, 3, na Assembleia de Deus Vitória em Cristo, que contou com a presença de mais de 6 mil fiéis. Malafaia aproveitou a ocasião para criticar abertamente o ministro Alexandre de Moraes, afirmando que suas falas não configuram crime, pois têm caráter genérico e não citam nomes diretamente.
No evento, ele expressou seu apoio ao senador Flávio Bolsonaro, enfatizando a importância do apoio político entre os líderes evangélicos e as figuras da direita. O culto também contou com a presença de outros aliados políticos, como o ex-governador Cláudio Castro e o deputado federal Sóstenes Cavalcante, que foram chamados ao altar, recebendo aplausos do público.
Durante sua pregação, Malafaia criticou duramente o governo federal, especialmente em relação a programas sociais, questionando a ampliação do Bolsa Família e sugerindo que essa política estaria sendo utilizada para fins eleitorais. Ele declarou que “favor de governo é para ajudar a linha da miséria, não é para comprar voto”.
Além disso, o pastor também se manifestou contra mudanças na legislação trabalhista e o inquérito das fake news em tramitação no STF, que ele classificou como “ilegal” e “imoral”. Malafaia, que se tornou réu por injúria após declarações sobre integrantes das Forças Armadas, reafirmou que suas críticas não são motivadas por ódio, mas sim por um desejo de justiça.
Ao final do culto, Malafaia revelou que está impedido de manter contato com o ex-presidente Jair Bolsonaro devido a uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, embora tenha expressado seu desejo de enviar um abraço ao ex-presidente. Essa movimentação ocorre em um contexto de reorganização das forças políticas no Rio de Janeiro, onde o apoio de líderes evangélicos é considerado crucial para as próximas eleições.
Fonte: Oeste



