Quando o marinheiro Rex Pereira viu mísseis voando sobre seu navio no Golfo, um desejo desesperado surgiu em seu coração: retornar à sua terra natal, a Índia. Preso pela guerra no Oriente Médio, como milhares de outros marinheiros, ele temia por sua vida ao testemunhar bombardeios à distância no Irã. A situação caótica na região expõe a vulnerabilidade de homens e mulheres que trabalham em alto-mar, deixando-os em condições precárias e sem apoio. Ao exigir sua repatriação do navio de suprimentos em que estava atracado no Iraque, Rex não esperava que o processo se arrastasse por semanas e que custasse centenas de dólares. Essa realidade dolorosa reflete a luta enfrentada por muitos marinheiros que, em busca de sustento, se veem em situações de risco extremo, longe de suas famílias. A falta de um plano eficaz para a repatriação em momentos de crise revela a fragilidade do sistema que deveria proteger esses trabalhadores. As autoridades devem urgentemente encontrar soluções para garantir que os marinheiros possam voltar para casa de forma segura e rápida, sem custos exorbitantes. A vida no mar é repleta de desafios, e momentos de guerra apenas agravam as dificuldades enfrentadas por esses profissionais, que merecem respeito e proteção.
Fonte: Al‑Monitor












