As iniciativas do governo federal não têm sido suficientes para reduzir o preço do diesel ao nível anterior ao conflito no Irã. Apesar de a média de revenda ter caído por cinco semanas consecutivas, o preço do combustível permanece 16,7% acima do patamar que era praticado antes da guerra. Essa informação foi divulgada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e reportada pelo portal Poder360. O aumento nos postos de combustíveis iniciou-se após o início da guerra entre Israel e Estados Unidos contra o Irã no final de fevereiro, com o litro do diesel atingindo o pico de R$ 7,48 na primeira semana de abril. Antes do conflito, o preço era de R$ 6,18. Embora a redução no preço tenha começado em 6 de abril com o aumento das subvenções, o valor ainda não conseguiu compensar a alta acumulada nos meses anteriores. O barril de petróleo Brent, que antes da guerra custava US$ 70,89, também contribui para a pressão sobre os preços no Brasil, diminuindo o impacto das medidas do governo. Recentemente, o Poder Executivo anunciou uma nova subvenção de R$ 0,35, que será aplicada a partir de 31 de maio, visando novamente tentar controlar os preços. A ANP monitorará as vendas para garantir a aplicação das novas regras e impor sanções em casos de descumprimento, exigindo que os produtores detalhem o benefício tributário nas notas fiscais. Contudo, a situação atual ainda deixa os consumidores em um cenário desfavorável, com a alta dos combustíveis impactando diretamente o custo de vida da população.
Fonte: Oeste



