Analistas do mercado financeiro aumentaram mais uma vez suas previsões para a inflação em 2026, marcando a oitava alta consecutiva. Os dados fazem parte do Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, que se baseia em uma pesquisa realizada com mais de 100 instituições financeiras. A nova estimativa para a inflação subiu de 4,86% para 4,89%. O aumento é atribuído à guerra no Oriente Médio, que provocou um aumento significativo nos preços do petróleo, ultrapassando os US$ 110 por barril, o que certamente pressionará a inflação no Brasil, especialmente por meio do aumento nos custos dos combustíveis. Para 2027, a expectativa de inflação permaneceu em 4%, enquanto para 2028 a previsão subiu de 3,61% para 3,64%, e para 2029, a estimativa continua em 3,50%. Desde o início de 2025, com a implementação do sistema de meta contínua, o objetivo é manter a inflação em 3%, sendo considerada dentro da meta se variar entre 1,50% e 4,50%. Importante destacar que um aumento na inflação reduz o poder de compra da população, especialmente entre os trabalhadores com salários mais baixos. Apesar do aumento da projeção de inflação, o mercado financeiro ainda prevê uma redução na taxa de juros, que atualmente está em 14,50% ao ano, após dois cortes neste ano. Para o final de 2026, a expectativa para a taxa Selic permanece em 13% ao ano, e para 2027, a projeção é de 11%. Além disso, a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2026 continua em 1,85%, com um crescimento de 2,3% registrado no ano passado. O mercado também manteve sua estimativa para a taxa de câmbio ao final deste ano em R$ 5,25 por dólar.
Fonte: G1



