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Ministério Público investiga ex-delegado por caso do cão Orelha

O Ministério Público de Santa Catarina instaurou um inquérito civil para investigar a conduta do ex-delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, no caso da morte do cão comunitário Orelha, ocorrido em Florianópolis. A investigação busca apurar possíveis irregularidades na atuação de Ulisses, que inclui suspeitas de abuso de autoridade, vazamento de informações sigilosas e improbidade administrativa. A 40ª Promotoria de Justiça, encarregada do controle externo da atividade policial, é a responsável pela apuração e afirmou que a investigação foi motivada por diversas representações que questionaram a condução do caso, além de apontarem inconsistências nas apurações. Ulisses Gabriel possui um prazo de 15 dias para se manifestar sobre as acusações. A defesa do ex-delegado nega qualquer irregularidade, afirmando que ele não participou diretamente das investigações, atuando apenas como porta-voz da Polícia Civil em situações de grande repercussão. Os advogados afirmam ainda que o inquérito civil não seria o meio adequado para a investigação, uma vez que o cargo de Ulisses é equiparado ao de secretário de Estado, e qualquer investigação criminal exigiria autorização do Tribunal de Justiça. Vale lembrar que Ulisses deixou o cargo de delegado-geral em 2 de março para se candidatar a deputado estadual, filando-se ao PL. O caso do cão Orelha, que morreu após ser supostamente atacado, gerou grande comoção e controvérsia na sociedade, levantando discussões sobre a condução das investigações e a proteção dos animais em situações de violência.

Fonte: Oeste

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