TÓQUIO/LONDRES, 20 de abril – A ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Yvette Cooper, decidiu encerrar antecipadamente uma intensa turnê diplomática que tinha como objetivo construir um consenso para tornar o cessar-fogo na guerra do Irã permanente e discutir os próximos passos para a reabertura do Estreito de Ormuz. Essa decisão ocorre em meio a uma nova crise dentro do seu próprio departamento, que está enfrentando críticas devido à nomeação de Peter Mandelson como embaixador britânico nos Estados Unidos. O governo britânico anunciou na semana passada que oficiais do Ministério das Relações Exteriores ignoraram uma recomendação que sugeria que Mandelson não deveria receber o cargo. A situação gerou um debate acirrado sobre a transparência e a competência da atual administração em lidar com questões diplomáticas cruciais. A interrupção da viagem de Cooper levanta questões sobre a estabilidade da política externa britânica e a capacidade do governo de lidar com múltiplas crises simultaneamente, especialmente em um momento em que a segurança internacional está em risco. O papel do Reino Unido na mediação de conflitos no Oriente Médio e sua influência nas relações transatlânticas estão sob intenso escrutínio, e o desenrolar dessa crise interna poderá impactar negativamente a imagem do país no cenário global.
Fonte: Al‑Monitor







