Yusra Qwaider, de 97 anos, está acamada e se sente impotente: em poucos dias, retroescavadeiras da prefeitura de Jerusalém chegarão para demolir a casa onde vive há mais de 50 anos. Se a demolição no bairro Al-Bustan ocorrer, será a terceira vez que ela perde seu lar, desta vez para dar espaço a um parque de arqueologia e turismo na área de Silwan, nas proximidades da Cidade Velha. ‘Não sei o que fazer… Quero ficar na minha casa’, declarou Yusra à AFP de sua cama, na residência onde vive com 12 familiares, que a prefeitura considera ilegal. Essa situação reflete a angustiante realidade enfrentada por muitos moradores de Jerusalém Oriental, que se veem ameaçados pela expansão de projetos que visam transformar a área em um destino turístico. Enquanto a prefeitura argumenta que as demolições são necessárias para o desenvolvimento urbano e histórico, os residentes sentem que suas vidas e histórias estão sendo desconsideradas. A luta por reconhecimento e preservação de suas casas é um reflexo de um conflito mais amplo que envolve questões de identidade, pertencimento e direitos humanos. Os moradores de Jerusalém Oriental, portanto, permanecem em uma situação de vulnerabilidade, lutando para defender seus lares diante de um cenário de opressão e desrespeito às suas histórias de vida.
Fonte: Al‑Monitor







