No dia 24 de abril, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu conceder prisão domiciliar humanitária a idosos que foram condenados por sua participação nos eventos de 8 de janeiro. Segundo informações de advogados que representam os manifestantes, quase 20 pessoas se beneficiaram dessa decisão. Duas listas foram compartilhadas nas redes sociais, uma delas pela analista de dados Pérola Tuon, e outra pela Associação dos Familiares e Vítimas do 8 de Janeiro. Ambas as listas foram verificadas, e os nomes coincidiam na maioria dos casos. Entre os beneficiados está a professora aposentada Iraci Nagoshi, cujo caso já havia sido amplamente discutido pela mídia, inclusive com repercussão internacional. Outro nome que se destacou foi de Fátima Jacinto de Souza, conhecida como ‘Fátima de Tubarão’. A ex-contadora Sônia Teresinha Possa, de 69 anos, também recebeu o benefício e enfrenta uma batalha contra um câncer de pele. O advogado Hélio Júnior, que acompanha os casos, enfatizou a necessidade urgente de uma revisão nos processos relacionados aos acontecimentos de 8 de janeiro, citando inconsistências e possíveis violações de direitos fundamentais. A decisão de Moraes, ao conceder essas prisões domiciliares, levanta questões sobre a justiça e a igualdade de tratamento diante da lei, especialmente em relação à severidade das penas aplicadas a idosos.
Fonte: Oeste







