Na última sexta-feira, 17, o atual ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), Jorge Messias, visitou o gabinete do senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS). Esta foi a primeira vez que o indicado de Luiz Inácio Lula da Silva para o Supremo Tribunal Federal (STF) se encontrou com o ex-vice-presidente. Durante a reunião, Mourão afirmou que recebeu muitos pedidos para essa visita, incluindo solicitações de ministros do STF e do Superior Tribunal de Justiça, além de generais. Apesar da cordialidade do encontro, o senador foi claro ao afirmar que não contará com seu voto na indicação de Messias ao STF. Para se tornar ministro, o indicado de Lula precisa obter pelo menos 41 dos 81 votos possíveis no Senado.
Messias está em uma posição difícil, tentando conquistar apoio em meio a uma forte oposição. O senador reiterou que a indicação dele representa um alinhamento político que compromete a independência do Judiciário. O PL e o Novo já formalizaram suas orientações internas contra a indicação, o que revela a resistência que Messias enfrentará. A decisão do PL de ‘fechar questão’ obriga seus senadores a votarem contra a indicação, sob pena de sanções internas.
Além disso, Messias tem buscado apoio de senadores como Carlos Portinho (PL-RJ) e Eduardo Girão (Novo-CE). Entretanto, a votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) será secreta, o que pode complicar a estratégia de pressão. A situação é um reflexo da crescente polarização política no Brasil, onde a escolha de um novo ministro do STF se torna um campo de batalha ideológico. O futuro de Messias e sua indicação ao STF ainda estão incertos, mas a oposição parece firme em sua posição contra sua nomeação.
Fonte: Oeste









