Duas mulheres australianas foram acusadas de manter uma mulher como escrava após terem viajado à Síria em 2014 para apoiar o grupo terrorista Estado Islâmico (ISIS). As informações foram divulgadas pela polícia de Melbourne, que confirmou a prisão das suspeitas na noite desta quinta-feira, quando retornaram à Austrália pela primeira vez em quase uma década. As mulheres estavam detidas em um campo na Síria desde o colapso do grupo extremista, e seu retorno ao país se deu após um longo período de incerteza e isolamento.
Assim que o voo da Qatar Airways aterrissou no Aeroporto Internacional de Melbourne, as autoridades australianas realizaram a prisão imediata das acusadas. A polícia afirmou que as mulheres enfrentam sérias acusações relacionadas a crimes de guerra, uma vez que elas não apenas se juntaram a um grupo terrorista, mas também cometeram atos de opressão e escravidão. Essa situação levanta preocupações sobre como os cidadãos que apoiam organizações terroristas devem ser tratados ao retornarem ao seu país de origem.
As investigações continuam, e as autoridades australianas estão analisando a possibilidade de que mais indivíduos possam estar envolvidos em atividades semelhantes. O caso ressalta a necessidade de vigilância contínua sobre aqueles que se juntam a grupos extremistas e a importância da aplicação da lei para garantir a segurança nacional. A sociedade civil deve estar atenta a questões de direitos humanos e como esses casos são tratados pela justiça.
Fonte: Al‑Monitor










