O programa ‘Novo Desenrola Brasil’, também conhecido como ‘Desenrola 2.0’, foi oficialmente lançado pelo Ministério da Fazenda e estabelece que os bancos têm um prazo de 30 dias para retirar os nomes de pessoas com dívidas de até R$ 100 das listas de inadimplência. Essa medida, publicada em portaria na última terça-feira (5), busca aliviar o endividamento das famílias brasileiras, que se encontra em níveis alarmantes. Embora os devedores não tenham mais o ‘nome sujo’, é importante ressaltar que a dívida permanece e deverá ser quitada.
Além da desnegativação, as instituições financeiras são obrigadas a destinar 1% do valor renegociado para educação financeira e estão proibidas de permitir o envio de recursos a casas de apostas através de cartões de crédito e outras modalidades. O programa é voltado para brasileiros com renda de até cinco salários-mínimos, o que corresponde a R$ 8.105.
Uma das principais inovações é a autorização para que os trabalhadores utilizem até 20% do saldo disponível do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar dívidas, com um limite de até R$ 1 mil. O governo estima que até R$ 8,2 bilhões poderão ser liberados para os trabalhadores. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva enfatizou a importância do programa, afirmando que é uma tentativa de aliviar o peso das dívidas sobre a população, especialmente em um momento em que muitos enfrentam dificuldades financeiras. Segundo ele, o objetivo é permitir que as pessoas voltem a sonhar e a ter um nome limpo.
O detalhamento do programa ocorre em um contexto político desafiador, onde o governo busca reforçar sua agenda econômica em meio a um cenário adverso no Congresso. As medidas de renegociação de dívidas são vistas como uma forma de recuperar apoio popular, especialmente entre os eleitores mais afetados pelo endividamento, enquanto o governo se prepara para as próximas eleições de 2026.
Fonte: G1








