A iminente “crise climática” tem sido usada como um argumento alarmista que, ao que parece, não se sustenta. Recentemente, a guerra entre os EUA e o Irã, que começou em março de 2026, provocou uma grande preocupação mundial pela suposta escassez de petróleo. Isso levanta a questão: não estamos em plena era da “transição energética”? Durante duas semanas de conflito, o preço do barril de petróleo ultrapassou os US$ 100, gerando pânico mesmo com a produção iraniana respondendo por apenas 20% do fornecimento global. O que realmente se observou foi uma especulação em torno de estoques já existentes, não uma falta real de petróleo.
O discurso dominante de escassez de petróleo e derivados nas cadeias produtivas globais parece ser mais uma estratégia de manipulação do que uma realidade. É curioso notar que, em crises anteriores, como durante o governo Obama, o preço do barril se aproximou dos US$ 150 sem gerar o mesmo alarde. O aumento abrupto dos preços de combustíveis no Brasil, especialmente o diesel, não foi inicialmente causado pela Petrobras, mas pelas distribuidoras que se aproveitaram do clima de crise.
É ainda mais intrigante que, enquanto o governo do Irã anunciou que o Estreito de Ormuz estava aberto para “nações amigas”, incluindo o Brasil, a narrativa de falta de petróleo continuou. O impacto dessa crise é sentido principalmente em países em desenvolvimento, como o Brasil, que já enfrenta dificuldades devido a altos impostos e custos operacionais. As ONGs de desinformação climática, por sua vez, tentam calcular o “peso climático da guerra”, mas ignoram a centralidade do petróleo na economia mundial. A verdade é que, diante de qualquer abalo, o discurso climático se curva rapidamente à realidade, revelando que o petróleo continua a ser o verdadeiro motor do mundo.
Fonte: Oeste












