O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de 2023, que deveria focar em obras de contenção de encostas e drenagem, apresenta sérios problemas de execução. Dados do Ministério das Cidades indicam que, dos 216 termos destinados à prevenção de desastres, 72 permanecem apenas em fase de avaliação preliminar, sem avanços para licitação ou execução. Essa situação é preocupante, especialmente em municípios que já sofreram tragédias devido a deslizamentos, como Teresópolis, no Rio de Janeiro, que aguarda a liberação de R$ 35 milhões para obras em áreas de alto risco geológico. Apesar da pressão da população, a Caixa Econômica Federal destacou que há pendências na documentação, o que impede a liberação dos recursos. A prefeitura de Teresópolis alega que regularizou os documentos, mas a burocracia parece um obstáculo intransponível. Em Petrópolis, vizinha de Teresópolis, R$ 177 milhões foram aprovados pelo PAC, mas o principal projeto para reservatórios no Rio Quitandinha, orçado em R$ 100 milhões, ainda não foi iniciado. Juiz de Fora, em Minas Gerais, também vive a expectativa de liberar R$ 21 milhões para obras, após registrar 65 mortes por deslizamentos. A lentidão e a falta de ação efetiva do governo revelam a ineficiência na gestão de recursos essenciais para a segurança da população. Se não houver uma mudança radical na abordagem, as tragédias podem se repetir, e as promessas do governo se tornarão apenas palavras vazias.
Fonte: Oeste











