A Procuradoria-Geral da República (PGR) manifestou apoio à abertura de um inquérito para investigar o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, sob a suspeita de assédio sexual. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, alegou que existem elementos suficientes para justificar essa investigação, enfatizando que as declarações da suposta vítima, juntamente com as provas já coletadas em esferas administrativas, fundamentam a necessidade de uma persecução penal.
O documento foi encaminhado ao ministro Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), que atua como relator do caso, no dia 31 de março. A decisão sobre a abertura do inquérito agora está nas mãos de Marques, que deve analisar todas as manifestações recebidas.
Em fevereiro, o pleno do STJ decidiu, de forma unânime, afastar cautelarmente Marco Buzzi de suas funções. Essa decisão foi motivada por denúncias de importunação sexual envolvendo uma jovem de 18 anos, filha de amigos da família do ministro, e uma ex-servidora de seu gabinete. A medida de afastamento impede Buzzi de acessar as dependências do tribunal e de usufruir das prerrogativas de seu cargo, como carro oficial e equipe de apoio, enquanto as investigações da comissão de sindicância estão em andamento.
Além disso, a defesa do ministro solicitou uma licença médica de 90 dias, acompanhada de um atestado psiquiátrico, alegando a necessidade de tratamento. Este caso levanta questões significativas sobre a conduta de figuras públicas e a responsabilidade que possuem em suas posições de poder.
Fonte: Oeste












