Policiais têm utilizado tecnologias avançadas para recuperar conversas e arquivos apagados de celulares de investigados, empregando programas especializados e análises em serviços de nuvem. Recentemente, uma megaoperação revelou um esquema de lavagem de R$ 1,6 bilhão, que começou com a análise de arquivos no iCloud, permitindo a cruzamento de informações como extratos e mensagens, conforme relatado pela Polícia Federal (PF). Outra investigação da PF resultou na identificação de mensagens entre Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, que foi preso em uma operação subsequente. Para acessar dados de celulares, a PF utiliza ferramentas como Cellebrite UFED e Magnet Greykey, que são capazes de contornar bloqueios e extrair informações valiosas, incluindo mensagens de aplicativos como WhatsApp e Telegram. Esses programas não analisam apenas o que está visível, mas acessam bancos de dados e registros ocultos na memória do dispositivo. O desbloqueio do celular é a primeira etapa, podendo ser realizado com a senha do proprietário ou por métodos forenses. Os dados são extraídos através de dispositivos que se conectam ao celular, utilizando diferentes níveis de extração, desde dados básicos até arquivos ocultos. A análise dos dados extraídos é feita com o auxílio de softwares que organizam e processam grandes volumes de informação, como o IPED, desenvolvido pela PF. Esses avanços tecnológicos são essenciais para a eficácia das investigações, garantindo que informações cruciais não sejam ignoradas.
Fonte: G1







