Na atual conjuntura de conflitos no Oriente Médio, os Houthis, grupo rebelde do Iémen, ainda não se envolveram na guerra que se intensificou após os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã. Enquanto aliados xiitas do Irã, como os grupos no Líbano e no Iraque, já estão participando ativamente, os Houthis, que são fortemente armados e possuem capacidades para atacar países vizinhos do Golfo, optaram por permanecer à margem do conflito. Isso levanta questões sobre suas motivações e estratégias. Os Houthis são conhecidos por sua resistência e por serem um ator significativo no cenário regional, sendo capazes de causar perturbações consideráveis na navegação marítima ao redor da Península Arábica. A não participação deles pode ser interpretada como uma estratégia deliberada para evitar uma escalada de conflitos que poderia levar a consequências desastrosas para o Iémen e para sua própria posição no cenário político. Além disso, a complexidade das alianças e rivalidades na região pode estar influenciando sua decisão de não se envolver neste momento. Assim, a situação continua a evoluir, com os Houthis observando de perto os desdobramentos, aguardando o momento certo para agir e protegendo seus interesses estratégicos, que são fundamentais para a dinâmica do poder no Oriente Médio.
Fonte: Al‑Monitor









