Em 20 de abril de 2026, a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) divulgou seu relatório sobre a temperatura da superfície do mar (TSM) no Oceano Pacífico. Segundo as análises, há uma probabilidade considerável de que o fenômeno El Niño se manifeste no segundo semestre do ano. Este fenômeno oceânico-atmosférico, que pode ter efeitos significativos em todo o planeta, resulta da interação entre os ventos e as temperaturas das águas do Pacífico. A transição de La Niña para El Niño pode impactar os padrões de chuvas e as temperaturas em várias regiões, incluindo o Brasil, onde o Sul já sofreu com os efeitos adversos de La Niña nos últimos anos.
O relatório destaca que, enquanto La Niña se aproxima do fim, os ventos alísios estão se tornando menos intensos, sinalizando uma possível transição para El Niño. A NOAA estima que, até julho de 2026, há uma chance de 61% de que o fenômeno se estabeleça, podendo trazer um aumento das chuvas em algumas regiões do Brasil, especialmente no Sul, onde a falta de água tem sido um problema recorrente.
Entretanto, os impactos do El Niño variam conforme a região do Brasil. O Norte e o Nordeste podem enfrentar períodos de seca, enquanto o Sudeste poderá ver um aumento nos totais de precipitação. É crucial que as autoridades se preparem adequadamente para esses possíveis cenários, promovendo políticas públicas eficazes para mitigar os efeitos negativos que esse fenômeno climático pode trazer à população. O monitoramento contínuo e o planejamento estratégico são essenciais para garantir a resiliência diante das mudanças climáticas esperadas.
Fonte: Oeste



