Produtores do Rio Grande do Sul estão mobilizados diante da possibilidade de uma nova crise no preço do arroz em 2026. A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul, a Federarroz, apresentou diversas solicitações em uma coletiva de imprensa realizada na sede da Federação da Agricultura do Estado, em Porto Alegre. Dentre as medidas propostas estão a redução da área cultivada, a renegociação de dívidas, incentivos às exportações e a diminuição temporária de impostos. O objetivo dessas ações é evitar o agravamento da situação financeira do setor.
Os agricultores sugerem ações como limitar o plantio na próxima safra para controlar o excesso de oferta e aumentar os incentivos à exportação, utilizando recursos da CDO. Além disso, pleiteiam uma redução temporária do ICMS durante a alta comercialização e o alongamento dos prazos de vencimento das Certificações de Recebíveis do Agronegócio (CPRs).
Outra reivindicação importante é o aumento da fiscalização sobre a qualidade do arroz vendido e o apoio para pesquisas que busquem novos usos para o produto. A Federarroz ressalta que a atual crise é uma reação ao cenário crítico que se seguiu à supersafra do Mercosul em 2025, com uma produção global elevada e a queda dos preços devido ao aumento da oferta mundial, especialmente com o retorno da Índia ao comércio internacional.
Os desafios não param por aí. Os produtores brasileiros enfrentam juros mais altos e um aumento no endividamento, o que compromete a rentabilidade do setor. O presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, destacou que esses fatores resultaram em uma recessão significativa, que se estende até 2026. Além disso, os agricultores estão preocupados com a perda de competitividade do arroz gaúcho no Mercosul, uma vez que parte do beneficiamento foi transferida para outros estados que importam arroz do Paraguai, enquanto os custos tributários no Rio Grande do Sul permanecem elevados.
Fonte: Oeste







