A Darts Regulation Authority (DRA), entidade responsável pela regulação do dardo no Reino Unido, anunciou nesta semana que mulheres trans não poderão competir em torneios femininos. A medida visa garantir a integridade das competições, uma decisão que reflete a crescente preocupação com a equidade nos esportes. A DRA argumenta que essa mudança é necessária para equilibrar as competições, considerando que o dardo é um esporte tradicional no país. A entidade revelou que atletas trans de alto nível poderiam perder, em média, mais de US$ 45 mil por ano em prêmios e patrocínios no circuito profissional, o que destaca o impacto financeiro dessa decisão. Em comunicado, a DRA afirmou: ‘Para alcançar uma competição justa no dardos, apenas mulheres biológicas devem ser elegíveis para participar de torneios femininos regulados.’ Além disso, a DRA substituiu sua Política de Pessoas Trans e de Diversidade de Gênero por uma nova Política de Elegibilidade e Regras, que já está em vigor nas organizações afiliadas, incluindo a Professional Darts Corporation. Essa decisão foi baseada em um minucioso processo de investigação que incluiu consultas jurídicas e a análise de um relatório técnico de um especialista em biologia. A mudança também se alinha a um precedente legal do Reino Unido que definiu o sexo biológico como critério para a definição de mulher em contextos esportivos e sociais. A nova regra já afetou atletas como Noa-Lynn van Leuven, a primeira mulher trans a competir em um torneio de dardos televisionado, que expressou sua tristeza e a abrupta interrupção de sua carreira profissional devido a essa decisão.
Fonte: Oeste







