A Receita Federal (RF) realizou uma auditoria interna que identificou acessos irregulares em seus sistemas, que armazenam informações fiscais confidenciais. Esses indícios foram reportados ao Supremo Tribunal Federal (STF), resultando em uma operação da Polícia Federal (PF) na terça-feira, 17, focada em um possível vazamento de dados de ministros da Corte e de suas famílias. O ministro Alexandre de Moraes, conhecido por sua atuação controvérsia, solicitou a varredura em 12 de janeiro, visando verificar acessos a informações de autoridades nos últimos três anos. Essa ação se insere em uma investigação já aberta pela Corregedoria da Receita, um dia antes do pedido de Moraes.
A Receita Federal comunicou que a auditoria abrange diversos sistemas e cidadãos, destacando que os registros internos permitem rastrear quem acessa cada dado, o que pode levar a responsabilizações administrativas e criminais, caso sejam confirmadas irregularidades. A operação da PF, autorizada pelo STF a pedido da Procuradoria-Geral da República, incluiu quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, além de medidas cautelares que impõem o afastamento de funções públicas e o monitoramento de suspeitos.
Essas ações ocorrem em meio a um contexto de tensão, relembrando episódios anteriores em que Moraes suspendeu investigações fiscais que envolviam ministros do STF. A atual investigação, no entanto, se destaca pelo fato de a própria Receita ter comunicado os indícios de acessos inadequados. O material já foi enviado ao relator no STF, e as próximas etapas dependem das apurações da Polícia Federal, que ainda não divulgaram os nomes dos investigados.
Fonte: Oeste






