Na última terça-feira (12), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a revogação da chamada ‘taxa das blusinhas’, um imposto de 20% sobre encomendas internacionais com valores abaixo de US$ 50. Essa taxa, que esteve em vigor desde agosto de 2024, arrecadou cerca de R$ 9,6 bilhões durante seu período de aplicação. O governo justificou a criação da medida como uma forma de equilibrar a carga tributária entre produtos nacionais e importados, especialmente em um cenário de aumento das compras digitais durante a pandemia. No entanto, o próprio Lula chegou a classificar a taxa como “irracional”. O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, afirmou que a taxação foi um avanço para regularizar o setor e combater irregularidades nas importações. Ele destacou que o fim da cobrança deve beneficiar a população de menor renda, que frequentemente recorre a plataformas internacionais para adquirir produtos a preços mais acessíveis. Além disso, a arrecadação ajudou o governo a buscar metas fiscais, considerando que a meta para 2025 é um superávit de 0,25% do PIB. Apesar da revogação, a questão das contas públicas continua a gerar debate, especialmente com a previsão de que o governo enfrente um déficit significativo durante o terceiro mandato de Lula. A polêmica em torno dessa medida reflete a complexidade do equilíbrio fiscal no Brasil e as pressões do setor industrial frente à concorrência global.
Fonte: G1



