Na terça-feira, Rússia e China exerceram seu poder de veto no Conselho de Segurança da ONU, rejeitando uma resolução proposta pelo Bahrein que buscava reabrir o Estreito de Ormuz. Este estreito é uma rota vital para o comércio marítimo global, e a proposta, que já havia sido diluída para remover o desejo dos estados do Golfo de usar a força para proteger essa importante via de navegação, recebeu 11 votos a favor, dois contra e duas abstenções. O ministro das Relações Exteriores do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, expressou a decepção dos estados do Golfo em relação ao resultado da votação, afirmando que a situação é lamentável. A decisão de veto por parte de Rússia e China demonstra uma clara oposição a qualquer iniciativa que possa fortalecer a posição dos países que dependem do Estreito de Ormuz para suas atividades comerciais e de energia. A importância geopolítica do estreito não pode ser subestimada, pois cerca de 20% do petróleo mundial transita por essa rota. A negativa de apoio por parte de grandes potências como Rússia e China pode ser vista como um indicativo das tensões existentes na região, além de refletir uma postura que pode comprometer a segurança e estabilidade do comércio internacional. A situação se torna ainda mais complexa em um cenário onde as nações do Golfo buscam garantir sua segurança e interesses econômicos diante de desafios constantes.
Fonte: Al‑Monitor







