Na última quarta-feira (29), a Comissão Bancária do Senado dos Estados Unidos aprovou a indicação de Kevin Warsh, escolhido pelo ex-presidente Donald Trump, para liderar o Federal Reserve (Fed). A aprovação pave o caminho para que Warsh substitua Jerome Powell, em meio a tentativas da Casa Branca de exercer maior controle sobre o banco central mais influente do mundo. Todos os 13 membros republicanos do comitê votaram a favor de Warsh, enquanto os 11 democratas se opuseram, expressando desconfiança sobre a promessa de Warsh de implementar políticas independentes, sem influência do presidente. A votação ocorre em um momento crítico, com Powell liderando o que pode ser sua última reunião de política monetária como presidente do Fed. A expectativa é que o Comitê Federal de Mercado Aberto mantenha as taxas de juros inalteradas, diante da inflação alta e da pressão nos preços devido a interrupções no fornecimento global de petróleo. O Senado deve confirmar a indicação de Warsh, um advogado de 56 anos e ex-diretor do Fed, que promete uma ‘mudança de regime’ na instituição. A votação final pode ocorrer na semana de 11 de maio, e Warsh pode assumir em 15 de maio, quando termina o mandato de Powell. Contudo, não está claro se Powell deixará o cargo ou se permanecerá como membro da diretoria. Powell já manifestou que não pretendia sair até que uma investigação criminal fosse concluída, considerando-a uma intimidação política. A procuradora dos EUA, Jeanine Pirro, afirmou que está preparada para retomar a investigação se necessário, enquanto senadores democratas alertam sobre possíveis investigações infundadas sobre Powell ou outros diretores do Fed.
Fonte: G1







