O Senado dos Estados Unidos confirmou, nesta quarta-feira (13), a indicação de Kevin Warsh para presidir o Federal Reserve, o banco central americano. Nomeado pelo ex-presidente Donald Trump, Warsh, um advogado e financista de 56 anos, assumirá o cargo em um momento crítico de alta inflação, o que poderá dificultar os cortes nas taxas de juros que Trump defende. A votação foi apertada, com 54 votos a favor e 45 contra, marcando uma das confirmações mais partidárias na história do Fed, com apenas um democrata, John Fetterman, se unindo à maioria republicana. A posse de Warsh, que terá um mandato de quatro anos como presidente e 14 anos como diretor do Fed, ainda aguarda as assinaturas finais da Casa Branca. Trump, que está em reunião na China, pretende assinar a documentação rapidamente para restaurar a confiança nas decisões do banco central. Warsh substituirá o atual presidente Jerome Powell, cuja gestão termina na sexta-feira (15). O novo presidente chega ao Fed em um momento em que há um intenso debate sobre a direção das taxas de juros, especialmente com a inflação crescendo além do esperado. Warsh, que já foi diretor do Fed, expressou apoio às políticas de Trump e afirmou que não fez promessas definitivas sobre as taxas, mas sugeriu que mudanças significativas estão a caminho. Apesar de sua qualificação, alguns senadores expressaram preocupação com a independência de Warsh diante da pressão política. No entanto, a expectativa é que ele defenda a estabilidade econômica americana e busque uma colaboração mais estreita entre o Fed e o governo.
Fonte: G1



