Entidades do setor bancário manifestaram, nesta segunda-feira (04), sua grave preocupação e surpresa em relação à recente decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que suspendeu todas as modalidades de crédito consignado do INSS. Essa decisão foi classificada como inesperada e causou insegurança no mercado, que movimenta cerca de R$100 bilhões por ano, com R$9 bilhões em descontos mensais, afetando principalmente a população de baixa renda e alta vulnerabilidade financeira. A Associação Brasileira de Bancos (ABBC), a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e a associação Zetta, que reúne fintechs e instituições de pagamento, ressaltaram a importância de mitigar riscos de fraudes e corrigir fragilidades operacionais. No entanto, argumentam que a interrupção do crédito consignado prejudica um mercado regulado que é vital para muitos aposentados e pensionistas. Aproximadamente 17 milhões de beneficiários do INSS utilizam empréstimos consignados, que totalizam 65,4 milhões de contratos ativos e R$283,9 bilhões em crédito. A taxa média do consignado do INSS é de 1,82% ao mês, uma das mais baixas disponíveis para esses segmentos. As entidades afirmaram que buscarão ajustar os efeitos da decisão do TCU, comprometendo-se a implementar, de forma gradual e verificável, todas as medidas necessárias para assegurar a segurança e a previsibilidade do sistema de crédito consignado.
Fonte: G1



