O deputado federal e líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, manifestou-se firmemente contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que instaurou um inquérito para investigar se o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) cometeu calúnia contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em declarações feitas nesta quarta-feira, 15, à revista Oeste, Sóstenes afirmou que esta ação representa ‘mais um capítulo da perseguição que venceremos’. Ele ressaltou que a estratégia para enfrentar essas arbitrariedades é conquistar a vitória nas próximas eleições presidenciais e garantir a maioria no Senado, o que, segundo ele, resolverá a situação.
O inquérito foi aberto após Flávio Bolsonaro compartilhar, em uma postagem nas redes sociais, uma imagem de Lula ao lado do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro, com uma descrição que insinuava a delação do presidente e envolvimentos com atividades criminosas. A ordem de Moraes para apuração foi emitida na segunda-feira, 13, e levantou o sigilo do processo, que foi solicitado pela Polícia Federal a pedido do Ministério da Justiça. Moraes estabeleceu um prazo de 60 dias para a conclusão das primeiras investigações.
Além de Sóstenes, o deputado estadual Gil Diniz também se manifestou, questionando a legitimidade do inquérito e afirmando que a tentativa de caluniar Flávio é uma repetição das táticas utilizadas nas eleições de 2022. O deputado federal Cabo Gilberto, por sua vez, criticou a atuação de Moraes, chamando-o de ‘ditador da toga’ e denunciando a utilização do inquérito como uma forma de cercear a liberdade de expressão. Flávio Bolsonaro também se manifestou, chamando a decisão de Moraes de ‘juridicamente inconsistente’ e evocando práticas de censura que marcaram o processo eleitoral anterior, onde ofensas a Jair Bolsonaro eram toleradas enquanto a crítica a Lula era silenciada. Ele defendeu que sua postagem apenas relatou crimes atribuídos a Maduro, sem acusar diretamente o atual presidente. Essa sequência de eventos ilustra a crescente tensão entre os representantes da direita brasileira e as ações do STF, particularmente sob a liderança de Moraes, que continua a ser alvo de críticas contundentes por suas manobras consideradas autoritárias.
Fonte: Oeste












