O Supremo Tribunal Federal (STF) está em processo de julgamento nesta quarta-feira, 8, sobre o formato da eleição que irá definir o próximo governador do Rio de Janeiro. A disputa ocorre em razão da renúncia de Cláudio Castro, e a Corte deverá decidir se a escolha será feita por voto direto da população ou de forma indireta pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). O julgamento está cercado de incertezas, já que não há consenso entre os ministros. Em meio a articulações nos bastidores, a decisão pode ser apertada, conforme informações da emissora CNN.
Até agora, ministros como Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Gilmar Mendes e Flávio Dino manifestaram apoio à eleição direta. Por outro lado, outra parte do STF acredita que a eleição indireta se mostra mais viável, especialmente considerando o calendário eleitoral de 2026. A Procuradoria-Geral da República também se posicionou a favor do voto direto, o que torna os votos de Dias Toffoli e Luiz Fux cruciais para a formação de uma maioria.
Recentemente, Zanin havia suspendido a possibilidade de eleição indireta, levando a questão ao plenário, o que resultou na interrupção do julgamento virtual e na desconsideração dos votos já apresentados. A controvérsia surge após a renúncia de Castro, com o PSD alegando que a saída foi uma manobra para evitar uma possível cassação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), favorecendo assim uma eleição indireta. Castro, por sua vez, defende que sua renúncia foi para garantir sua candidatura ao Senado. Zanin argumentou que, em casos de dupla vacância devido a motivos eleitorais, a eleição deve ser direta, enquanto em outras situações prevalece a escolha indireta. Ele também decidiu que o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Ricardo Couto de Castro, continuará no governo até que a situação seja resolvida pelo plenário do STF.
Fonte: Oeste











