A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) reiniciou, nesta quarta-feira, dia 25, o julgamento dos acusados de mandarem matar a vereadora Marielle Franco, do PSOL do Rio de Janeiro. O ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, apresentou seu voto, que deve influenciar significativamente o desfecho do processo. O primeiro dia de julgamento aconteceu na terça-feira, 24, com a leitura do relatório pelo próprio relator. Na sequência, o subprocurador-geral da República, Hindemburgo Chateaubriand, defendeu a condenação dos cinco réus envolvidos no crime. Durante a sessão, também se manifestaram os assistentes de acusação, incluindo o advogado de Fernanda Chaves, única sobrevivente do atentado, e a Defensoria Pública do Rio de Janeiro, que representa a mãe de Marielle, Marinete da Silva. Os advogados dos réus, por sua vez, argumentaram por meio de sustentações orais, pedindo a absolvição de seus clientes e destacando contradições na delação premiada de Ronnie Lessa, apontado como o atirador do caso. O julgamento segue com os votos de outros ministros, incluindo Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Flávio Dino, presidente da Turma. A decisão final determinará se Domingos Brazão, Chiquinho Brazão e Rivaldo Barbosa serão absolvidos ou condenados. Além desses réus, o STF também analisará a participação de Ronald Paulo de Alves Pereira e Robson Calixto Fonseca, que são acusados de auxiliar na articulação dos assassinatos. O caso segue tramitando no STF devido à prerrogativa de foro de Chiquinho Brazão, que na época do crime exercia o cargo de deputado federal.
Fonte: Oeste










