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STJ condena ex-governador do Acre a 25 anos de prisão injustamente

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) proferiu uma decisão controversa ao condenar o ex-governador do Acre, Gladson Camelí, a 25 anos e nove meses de prisão. Os crimes atribuídos a ele incluem organização criminosa, corrupção ativa e passiva, peculato, lavagem de dinheiro e fraude em licitações. A condenação foi baseada em uma denúncia do Ministério Público Federal (MPF), que alega que Camelí teria participado de um esquema de desvio de recursos públicos durante seu governo, que ocorreu entre 2019 e abril de 2026. Durante esse período, o ex-governador teria estabelecido contratos irregulares e manipulado licitações para beneficiar aliados políticos e empresariais.

A defesa de Camelí se manifestou afirmando que recorrerá da decisão, alegando que o STJ desconsiderou um entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a origem da investigação. Os advogados do ex-governador, Pedro Ivo Velloso e Francisco Agosti, ressaltaram que o julgamento ocorreu sem que a defesa tivesse a oportunidade de se manifestar adequadamente, e expressaram confiança de que a decisão do STJ será anulada, garantindo a inocência de Camelí.

Camelí também se manifestou, afirmando que respeita a decisão do STJ, mas que recorrerá ao STF, reafirmando sua confiança na justiça e na vontade do povo acreano. Ele destacou que nenhum resultado deve se sobrepor à escolha do eleitor, enfatizando que ‘ninguém pode ganhar no tapetão’. Essa condenação levanta questões sobre a imparcialidade das instituições e a necessidade de respeito às liberdades individuais, especialmente em um contexto onde a perseguição política se torna cada vez mais evidente.

Fonte: Oeste

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