Thiago Ávila, um militante brasileiro, não conseguiu furar o bloqueio israelense a Gaza, mas conseguiu aumentar sua notoriedade entre eleitores no Brasil. Ele foi deportado no último domingo, 10, após passar por três audiências e ter seu caso analisado por duas instâncias da Justiça israelense. Ao contrário do que foi amplamente reportado pela imprensa internacional, ele e o espanhol-palestino Saif Abu Keshek não foram sequestrados pela Marinha de Israel. As investigações revelaram que ambos estavam envolvidos em atividades que apoiavam grupos ligados ao Hamas, sendo investigados por auxílio ao inimigo em tempo de guerra. O major Rafael Rozenszjain, porta-voz do Exército de Israel, destacou que a prisão em águas internacionais é respaldada pelo Direito Internacional, que permite jurisdição extraterritorial em casos de terrorismo e ameaças à segurança nacional. A dupla faz parte da Conferência Popular para Palestinos no Exterior (PCPA), uma organização considerada terrorista por Israel e pelos EUA. A mobilização internacional pela libertação de Ávila foi baseada em informações distorcidas, e as alegações de tortura e pena de morte foram desmentidas. Em um contexto de histeria nas redes sociais brasileiras, a deportação ocorreu sob pouca cobertura da mídia local em Israel. A próxima flotilha deve ser anunciada em breve, o que pode intensificar a narrativa em torno deste incidente.
Fonte: Oeste







