Nos últimos dois meses, os Estados Unidos já alocaram mais de US$ 20 bilhões, equivalente a aproximadamente R$ 100 bilhões, em suas operações militares contra o Irã. Essa informação foi revelada por um estudo do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), que também aponta que, apesar de um cessar-fogo parcial, os gastos continuam elevados. O montante investido em armamentos supera o Produto Interno Bruto de países como Guiana e Montenegro, evidenciando a força econômica dos Estados Unidos em suas ações militares. O relatório do CSIS detalha o uso intensivo de sistemas de armas estratégicos, incluindo mísseis Tomahawk e JASSM, além de sistemas como PrSM, SM-3, SM-6, THAAD e Patriot, utilizados em grande escala durante os confrontos. O estudo aponta que mais da metade do estoque de alguns desses armamentos pode ter sido consumida, o que levanta preocupações sobre a capacidade dos EUA de se defenderem em um conflito militar com potências como a China. Além disso, a administração Trump está buscando acelerar a produção de armamentos para recuperar os estoques, mas a reposição é lenta, com prazos de entrega que podem ultrapassar quatro anos. Apesar das dificuldades, Trump afirma que o país possui ‘estoques praticamente ilimitados’ de armamentos de médio alcance, assegurando que pode continuar a guerra com sucesso. No entanto, essa situação pode prejudicar aliados dos EUA, como a Ucrânia, que dependem do fornecimento de armamentos norte-americanos. Em meio a esse cenário, a administração deve continuar monitorando as capacidades do Irã, que ainda mantém parte de seu arsenal de mísseis intacto, dificultando uma avaliação precisa de sua força militar.
Fonte: Oeste












