O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na segunda-feira, 18, que decidiu suspender um ataque militar programado contra o Irã, agendado para o dia 19, em resposta a solicitações de líderes árabes, incluindo o emir do Catar, Tamim bin Hamad al-Thani, o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, e o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohamed bin Zayed al-Nahyan. Os líderes árabes expressaram a Trump a crença de que ainda existem oportunidades para alcançar um acordo que seja aceitável tanto para os Estados Unidos quanto para a estabilidade do Oriente Médio.
Em uma publicação na rede social Truth Social, Trump destacou que ‘negociações sérias estão em andamento’, reafirmando a exigência de um compromisso do Irã para a não proliferação de armas nucleares. Apesar de suspender o ataque previsto, Trump ordenou que os comandantes das Forças Armadas dos EUA permaneçam em estado de prontidão para um ataque em larga escala, caso não se chegue a um acordo satisfatório.
Essas declarações surgem em meio a um impasse nas negociações sobre o programa nuclear iraniano, com o governo americano acusando o regime de Teerã de manter atividades com potenciais militares, enquanto o Irã nega qualquer intenção bélica. Informações apontam que o Irã estaria disposto a discutir a suspensão temporária do enriquecimento de urânio, mas Trump continua a demandar o desmantelamento total das instalações nucleares iranianas, uma posição que conta com o apoio de Israel.
Recentemente, o Irã respondeu a uma nova proposta mediada pelo Paquistão, levantando exigências que incluem o desbloqueio de ativos financeiros, o fim das sanções internacionais e maior controle sobre o Estreito de Ormuz, uma rota crucial para as exportações de petróleo e gás. A situação permanece delicada e a tensão na região continua.
Fonte: Oeste



