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Vereadora exige transparência do Itamaraty sobre residências oficiais

A vereadora de São Paulo, Amanda Vettorazzo, do Movimento Brasil Livre (MBL), apresentou um pedido formal ao Itamaraty, fundamentado na Lei de Acesso à Informação (LAI). O requerimento visa esclarecer o uso da residência oficial do Brasil em Roma, Itália, após o ministério negar acesso às listas de hóspedes de imóveis diplomáticos a um veículo de comunicação. Segundo o Itamaraty, a negativa foi justificada por considerarem os pedidos “desproporcionais” e “desarrazoados”. O Metrópoles havia solicitado, no início de fevereiro, acesso a informações sobre 24 residências oficiais em diversas cidades, incluindo Buenos Aires e Washington, sendo que o Brasil possui um total de 133 residências oficiais ao redor do mundo. É comum que essas residências acolham cidadãos ilustres, como políticos e artistas. Em 2025, por exemplo, a residência em Roma recebeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Janja, além do ator Fábio Porchat. A manutenção dessas embaixadas e residências custou R$ 240,5 milhões em 2025, incluindo despesas com visitas oficiais e itens de decoração. O requerimento de Amanda especifica a investigação do uso da residência em Roma durante 2025, solicitando acesso a listas de hóspedes, registros de entrada e saída, autorizações, agendas e despesas. Ela defende que a transparência é essencial, visto que se trata de patrimônio público e possíveis gastos com recursos do Estado. A LAI estabelece a publicidade como regra, permitindo o fornecimento parcial de dados e garante um prazo de 20 dias úteis para resposta do Itamaraty, que deve justificar qualquer negativa de informação.

Fonte: Oeste

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