O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, fez declarações contundentes durante uma entrevista ao programa Canal Livre, exibido no último domingo. Ele acusou os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de utilizarem seus cargos para enriquecimento pessoal, classificando a Corte como um “superior balcão de negócios”. Zema argumentou que a permanência de certos integrantes do tribunal se tornou insustentável, afirmando que o processo de impeachment de magistrados deve ocorrer de maneira natural, uma vez que a confiança da população na instituição foi severamente abalada. O político mineiro enfatizou que os abusos cometidos no Judiciário são a raiz da crise institucional que o Brasil enfrenta atualmente.
Zema também apresentou propostas para uma reforma no Judiciário, sugerindo que o tempo de atuação dos ministros do STF seja limitado a 15 anos e que os indicados tenham pelo menos 60 anos de idade. Essas mudanças visam retirar o poder absoluto de escolha do presidente da República em relação aos ministros. Em sua proposta, as indicações seriam feitas a partir de uma lista conjunta do Superior Tribunal de Justiça e do Ministério Público Federal, citando a Alemanha como exemplo de um sistema mais eficaz.
Na esfera eleitoral, Zema está empatado em simulações de segundo turno com o ex-presidente Lula e Flávio Bolsonaro, segundo pesquisa AtlasIntel. Ele mantém uma aprovação popular de 52% em Minas Gerais, de acordo com dados da Quaest, e afirma que suas críticas ao STF não prejudicam sua governabilidade, caso vença a eleição. Zema reitera a necessidade de uma limpeza na Corte para que a população recupere o respeito pelo Estado, enquanto prossegue sua campanha focada em austeridade e no combate à corrupção nos Três Poderes.
Fonte: Oeste



