Uma pesquisa realizada pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg revelou que impressionantes 91,5% dos brasileiros acreditam que facções criminosas exercem controle sobre importantes esferas da política e do sistema judicial do Brasil. Apenas 7,1% dos entrevistados discordam dessa afirmação, enquanto 1,4% não souberam responder. Esse dado indica uma percepção generalizada de captura institucional por parte de organizações criminosas. A pesquisa, que faz parte do estudo ‘Latam Pulse’, foi divulgada nesta quinta-feira, 26 de fevereiro, e entrevistou 4.986 pessoas entre os dias 19 e 24 do mesmo mês, com margem de erro de 1 ponto percentual e nível de confiança de 95%.
Os dados também mostram que 57,7% dos entrevistados acreditam que a adoção de leis mais rigorosas é a principal medida para combater a criminalidade. Além disso, 56,9% defendem o enfraquecimento da corrupção no Judiciário e nas forças policiais, enquanto 45% demandam investimentos adequados nas corporações de segurança pública.
A percepção de controle das facções varia conforme o gênero, escolaridade e idade. Entre as mulheres, 98% reconhecem a influência do crime organizado, enquanto entre os homens essa taxa é de 84,6%. Os mais jovens, de 16 a 24 anos, registram 89,6% de concordância, enquanto o percentual sobe para 98,6% entre os que têm entre 45 e 59 anos. A pesquisa também revela que essa percepção é mais forte nas faixas de renda intermediária e alta, com 99% dos que ganham entre R$ 5 mil e R$ 10 mil concordando com a afirmação.
Regionalmente, o Sul do Brasil é onde a crença na influência das facções é mais acentuada, com 99,9% dos entrevistados afirmando sua presença. No Nordeste, esse número é mais baixo, com 73,4% reconhecendo essa influência. A pesquisa também aponta diferenças notáveis entre crenças religiosas, com 98,8% dos católicos e 78,1% dos evangélicos concordando com a noção de controle das facções. Por fim, 99,3% dos eleitores de Jair Bolsonaro no segundo turno de 2022 compartilham da percepção de que facções criminosas dominam as estruturas institucionais, em contraste com 85,5% dos eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva.
Fonte: Oeste











