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Colapso da Aliança entre China e Irã após Morte de Khamenei

A morte de Ali Khamenei, resultado de uma operação conjunta entre Estados Unidos e Israel, representa não apenas uma decapitação política, mas também um ponto de inflexão em uma arquitetura geopolítica que vinha sendo desmantelada pelo Ocidente ao longo dos últimos 13 meses. Essa situação evidencia o colapso de uma aliança entre China e Irã, que serviu como um motor de desestabilização da ordem liberal. A relação entre Pequim e Teerã nunca foi fundamentada em ideais, mas sim em conveniência mútua. A China garantiu ao Irã um suprimento de energia a preços baixos, enquanto o Irã se beneficiou de um suporte financeiro crucial para sustentar seu expansionismo. O acordo firmado em 2021 simbolizou o auge dessa parceria, onde a China obteve acesso a 1,5 milhão de barris diários de petróleo através de uma ‘frota fantasma’, utilizando bandeiras de países como Panamá e Palau, além de sistemas de pagamento que evitavam o sistema Swift, permitindo o financiamento de ações repressivas e redes terroristas. Entretanto, a recente captura de Nicolás Maduro pelos EUA interrompeu o fornecimento de petróleo subsidiado para a China, complicando ainda mais a situação. O Irã, que já enfrentava uma grave crise econômica com a moeda local desvalorizando e inflação de alimentos superando 70%, pode agora caminhar para uma dependência ainda maior da vigilância chinesa para evitar um colapso total. Com a morte de Khamenei, a possibilidade de um acordo pragmático com Washington se torna uma alternativa viável para as lideranças militares iranianas, isolando, assim, a influência clerical em Qom. A aliança sino-iraniana, que se sustentava pela necessidade, foi fatalmente afetada, demonstrando que a resiliência econômica e militar do Ocidente foi subestimada por Pequim.

Fonte: Oeste

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