Recentemente, o renomado historiador conservador Victor Davis Hanson apresentou um ensaio impactante no The Daily Signal, onde questiona a narrativa predominante sobre as mudanças climáticas, que acredita ser mais uma agenda política do que um problema científico real. Hanson, com vasta experiência em história militar e agrícola, argumenta que as últimas três décadas foram dominadas por uma ortodoxia que exige mudanças drásticas na economia global, em nome do combate às mudanças climáticas. Ele observa que a revolução tecnológica, especialmente no campo da inteligência artificial, exige um aumento massivo na produção de energia, que atualmente não pode ser atendida sem sobrecarregar os sistemas existentes.
Hanson menciona que a corrida tecnológica atual ultrapassa qualquer corrida armamentista anterior, com a necessidade de construir grandes usinas de energia para suportar esse crescimento. Ele critica a hipocrisia de líderes mundiais que promovem a agenda climática enquanto, paradoxalmente, não enfrentam as consequências de suas próprias políticas. Ele faz referência a figuras como Barack Obama e John Kerry, que têm sido críticos da emissão de carbono, mas cujas ações não refletem essa preocupação.
No contexto global, Hanson também destaca a diferença de emissões entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, enfatizando que a culpa não deve recair apenas sobre as nações ocidentais. A crítica de Hanson se estende às políticas energéticas que, segundo ele, favorecem a China e a Índia, enquanto países da América Latina, como o Brasil, permanecem presos a um discurso ambiental obsoleto. Ele conclui que a inconsistência na narrativa sobre mudanças climáticas e a falta de evidências concretas para justificar uma transformação radical da economia são preocupantes, especialmente em um momento em que a demanda por energia está crescendo exponencialmente.
Fonte: Oeste







