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Justiça argentina confirma confisco de bens de Cristina Kirchner

Um tribunal de recursos na Argentina decidiu por unanimidade confirmar o confisco de bens da ex-presidente Cristina Kirchner, em decorrência de sua condenação por corrupção, que resultou em uma pena de seis anos de prisão. A informação foi divulgada pelo jornal La Nación. A decisão determina que Kirchner e outros condenados devem pagar cerca de US$ 500 milhões em indenizações, conforme estipulado anteriormente. A defesa de Kirchner havia contestado essa medida, mas a justiça manteve a posição. Em 2024, a Suprema Corte da Argentina já havia ratificado a condenação de 2022, além de proibir a ex-presidente de ocupar cargos públicos. O caso envolve um esquema de fraude relacionado à concessão de obras rodoviárias na Patagônia, onde contratos foram supostamente direcionados a empresas ligadas ao empresário Lázaro Báez, um aliado político dos Kirchner. Parte das obras não foi concluída, e surgiram indícios de superfaturamento e retorno de recursos à família Kirchner. Atualmente, Cristina Kirchner cumpre sua pena em prisão domiciliar em Buenos Aires, mas continua exercendo influência como líder do partido peronista Justicialista. Recentemente, ela transferiu propriedades, incluindo hotéis e imóveis, para seus filhos como parte de um planejamento sucessório. O processo judicial teve início em 2019, com o Ministério Público solicitando inicialmente uma pena de 12 anos, que foi posteriormente reduzida para seis anos. Em um episódio separado, em 2022, Kirchner sobreviveu a uma tentativa de assassinato no bairro da Recoleta, com o autor do ataque sendo preso e condenado a 10 anos de prisão.

Fonte: Oeste

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