O governo federal anunciou novas medidas para o crédito consignado privado, visando coibir a cobrança de juros considerados abusivos. O Ministério do Trabalho e Emprego informou que punições serão aplicadas a instituições financeiras que ultrapassarem taxas de juros ‘muito acima’ da média do mercado. Essa modalidade de crédito, que permite o desconto das parcelas diretamente na folha de pagamento, geralmente apresenta juros mais baixos em comparação a outras formas de financiamento. A decisão foi tomada pelo Comitê Gestor das Operações de Crédito Consignado e não fixa um teto específico, mas estabelece uma taxa de referência para as instituições financeiras. Segundo a nota do ministério, as instituições que não seguirem as novas diretrizes poderão ser notificadas e até excluídas do programa Crédito do Trabalhador, que já movimentou R$ 121 bilhões em empréstimos para cerca de 9 milhões de trabalhadores em 97 instituições. Atualmente, a taxa média de juros para essas operações é de 3,66% ao mês. A medida provoca reações no mercado financeiro, com especialistas do BTG Pactual expressando preocupação quanto à criação de precedentes que podem afetar a evolução das taxas de juros no futuro. Além disso, em um cenário de crescente endividamento das famílias, que alcançou 49,9% em fevereiro, o governo planeja integrar essa iniciativa a um programa de renegociação de dívidas, visando melhorar a situação financeira dos cidadãos em um ano eleitoral, quando a reeleição do presidente Lula será um foco central.
Fonte: G1












