Os Emirados Árabes Unidos (EAU) anunciaram nesta terça-feira (28) sua saída da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e da Opep+, em um movimento que pode desestabilizar o grupo e impactar significativamente o mercado global de petróleo. Essa decisão surpreendente ocorre em um contexto de crescente tensão com o Irã, que tem gerado um choque energético sem precedentes e afetado a economia mundial. A saída dos EAU, tradicional membro da Opep, levanta questões sobre a unidade do grupo, que historicamente busca se apresentar coeso, apesar de divergências internas sobre questões geopolíticas e cotas de produção. A situação no Golfo Pérsico já era complicada, com os produtores enfrentando dificuldades para exportar petróleo através do estratégico Estreito de Ormuz, onde ocorrem frequentes ataques iranianos a embarcações. A decisão dos Emirados representa uma vitória significativa para o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que criticou a Opep por supostamente ‘explorar o resto do mundo’ ao elevar os preços do petróleo. Trump também relacionou o apoio militar dos EUA aos países do Golfo com os altos preços do petróleo, sugerindo que os membros da Opep se beneficiam da proteção americana enquanto impõem custos elevados ao mercado. A decisão dos Emirados foi influenciada por críticas à resposta dos estados árabes em relação aos ataques iranianos, como destacou Anwar Gargash, conselheiro diplomático do presidente dos Emirados. Gargash expressou desapontamento com a postura do Conselho de Cooperação do Golfo, afirmando que a resposta política e militar foi historicamente fraca, especialmente diante das ameaças contínuas do Irã.
Fonte: G1








