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Colômbia: dissidentes das Farc ameaçam assassinato de candidata de direita

Com a aproximação das eleições presidenciais na Colômbia, a candidata de direita Paloma Valencia revelou, na última segunda-feira, 28, que autoridades a informaram sobre um suposto plano para assassiná-la, atribuído a dissidentes das Farc. Esses grupos estão envolvidos em recentes ataques fatais a civis no país. O alerta foi transmitido pela alta cúpula do governo, incluindo o ministro da Defesa, o ministro do Interior e o diretor da Polícia Nacional, que informaram que um grupo narcoterrorista teria colocado preço em sua cabeça.

Valencia, que atualmente ocupa a terceira posição nas pesquisas, afirmou que um membro dissidente do Estado-Maior Central das Farc teria recebido cerca de R$ 561 mil (equivalente a R$ 2,8 milhões) para executar o crime. O clima de violência na Colômbia se intensificou após a ofensiva rebelde mais intensa dos últimos trinta anos, resultando em uma série de atentados que deixaram 21 mortos entre os dias 24 e 26 de setembro.

A candidata se apresenta como sucessora política de Álvaro Uribe e é uma crítica ferrenha do governo de Gustavo Petro, a quem acusa de negligência diante do crescimento dos grupos armados. Outros dois candidatos que lideram as pesquisas também relataram ter recebido ameaças de morte, refletindo a crescente insegurança no país. Valencia declarou: “A Colômbia não pode continuar com um governo que se tornou cúmplice do narcoterrorismo e que implementou essa ‘paz total’, que beneficia os criminosos e prejudica os colombianos.” Esta situação levanta sérias preocupações sobre a segurança e a integridade do processo eleitoral no país.

Fonte: Oeste

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