Nesta terça-feira, 28, os preços do petróleo dispararam devido à instabilidade nas negociações entre os Estados Unidos e o Irã, que envolvem o conflito com Israel. O barril Brent para julho subiu 4,05%, alcançando US$ 105,81, enquanto o WTI, negociado nos EUA, teve um aumento de 5,64%, atingindo US$ 101,81 para contratos de junho. Este aumento representa o maior valor registrado desde o dia 23 de maio, quando o Brent chegou a US$ 107,37. Os preços refletem a apreensão dos investidores diante do impasse entre os dois países. O banco Goldman Sachs indicou que, caso o conflito continue, o preço do petróleo pode atingir até US$ 120. Além disso, a Casa Branca está considerando uma proposta do Irã para reabrir o estreito de Ormuz, uma rota crucial que representa 20% da produção mundial de petróleo e gás. No entanto, as tensões na região levaram os dois países a restringirem o tráfego no estreito, impactando o fornecimento global. A Aramco, empresa estatal da Arábia Saudita, anunciou que não enviará mais gás liquefeito de petróleo (GLP) previsto para maio, após já ter suspenso embarques desde fevereiro, devido a ataques iranianos. O presidente Donald Trump está avaliando a proposta do Irã, que sugere uma flexibilização do controle iraniano sobre Ormuz. O porta-voz do Ministério da Defesa iraniano afirmou que os EUA devem aceitar a necessidade de abandonar suas exigências, enfatizando a determinação do Irã em manter sua soberania. O Parlamento iraniano está considerando um projeto de lei que transferiria a autoridade sobre o estreito de Ormuz para as Forças Armadas, o que poderia aumentar ainda mais as tensões na região.
Fonte: Oeste







