Na noite de quarta-feira, 29, a Marinha de Israel interceptou uma flotilha internacional de ativistas que tentava romper o bloqueio marítimo sobre Gaza, a mais de mil quilômetros da costa israelense, nas proximidades de Creta. De acordo com informações do Ministério das Relações Exteriores de Israel, aproximadamente 175 ativistas foram detidos e 21 das 58 embarcações que formavam a Global Sumud Flotilla foram interceptadas. A operação, baseada em dados de inteligência, visava prevenir possíveis atividades de grupos terroristas que se aproveitam de iniciativas humanitárias para encobrir seus reais objetivos.
As autoridades israelenses deixaram claro que, caso os ativistas quisessem fornecer ajuda humanitária, deveriam fazê-lo através dos canais estabelecidos, como o Porto de Ashdod, onde os suprimentos poderiam ser inspecionados antes de serem enviados a Gaza. A Marinha alertou que se os barcos insistissem em avançar para Gaza, seriam impedidos.
Imagens divulgadas pelo Ministério das Relações Exteriores revelaram itens controversos encontrados em uma das embarcações, incluindo camisinhas e drogas, levantando questionamentos sobre a verdadeira natureza da carga. Os ativistas, por sua vez, alegaram ter sofrido uma abordagem violenta em águas internacionais. O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, anunciou sanções contra o financiamento da flotilha, afirmando que a operação era organizada pelo Hamas com o apoio de entidades internacionais, caracterizando-a como uma tentativa de desestabilizar a região sob o pretexto de ajuda humanitária. Desde 2007, Israel e Egito mantêm bloqueios ao território de Gaza, justificando a medida como uma forma de impedir o contrabando de armas, especialmente após os recentes eventos de violência na região.
Fonte: Oeste







