O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou nesta segunda-feira (4) que o calendário eleitoral atual deve dificultar a aprovação de medidas de revisão de gastos no Congresso nos próximos meses. Em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura, Durigan afirmou que entre maio e outubro é praticamente inviável que a equipe econômica apresente propostas que envolvam mudanças significativas nos gastos públicos. “O ambiente político nesse período reduz o espaço para discutir propostas mais sensíveis”, enfatizou. Embora reconheça a dificuldade, ele defendeu a importância de um debate civilizado sobre a questão fiscal, de forma a identificar opções para reduzir a pressão das despesas obrigatórias e fortalecer a credibilidade do arcabouço fiscal. Durigan também contestou a ideia de que o elevado nível de juros no país seja resultado direto da política fiscal, apontando fatores externos, como conflitos internacionais, como causas mais relevantes. “O que pressiona a política monetária hoje não é o fiscal, mas sim a guerra”, afirmou. O Banco Central do Brasil, por sua vez, recentemente reduziu a taxa Selic, mas Durigan acredita que os gastos governamentais têm pouca influência na determinação dos juros. O ministro reiterou que o governo manterá uma abordagem gradual para ajustar as contas públicas, priorizando a contenção de despesas e a melhoria da qualidade dos gastos. Além disso, ele anunciou o lançamento do Desenrola 2.0, um programa que visa ajudar as famílias endividadas, simplificando o processo de renegociação de dívidas com bancos e oferecendo opções de desconto e parcelamento mais acessíveis. Durigan concluiu que o governo deve evitar propostas que aumentem despesas sem a devida compensação no Congresso, mantendo um compromisso com uma agenda econômica responsável.
Fonte: G1







