A crescente popularidade das canetas emagrecedoras e a demanda por terapias avançadas com medicamentos de alto custo devem pressionar a inflação médica e, consequentemente, provocar reajustes nos planos de saúde empresariais no Brasil. Especialistas apontam que os custos médicos podem aumentar entre 8% e 11% em 2026, refletindo a pressão exercida por esses novos tratamentos. De acordo com a pesquisa da consultoria Willis Towers Watson (WTW), os gastos com medicamentos, especialmente os mais modernos para o tratamento de obesidade e diabetes, são um dos principais fatores que influenciam os custos de saúde nas Américas. Embora os planos de saúde no Brasil ainda não cubram medicamentos para emagrecimento, como as canetas injetáveis, a ampliação do rol de procedimentos inclui tratamentos oncológicos e medicamentos para doenças raras e autoimunes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu recentemente o potencial das canetas emagrecedoras no combate à obesidade, o que pode impactar a cobertura no Sistema Único de Saúde (SUS). Além disso, 67% das seguradoras acreditam que os medicamentos à base de GLP-1 aumentarão os custos médicos nos próximos anos. Outros fatores, como a judicialização e as tecnologias mais caras, também contribuem para a inflação médica. A Mercer Marsh estima que a inflação médica fique entre 8% e 9% em 2026, enquanto os reajustes dos planos podem variar de 8% a 10%. Apesar da alta projetada, espera-se uma desaceleração em relação ao ano anterior, devido a esforços das operadoras para controlar custos e combater fraudes, refletindo uma gestão mais eficiente e rigorosa dos planos de saúde.
Fonte: G1







